OPERAÇÃO JÖRMUNGAND – FASE 2

Introdução:

O OSOK participou da 2ª fase da “Operação Jormungand”, que ocorreu no dia 07/12/2019, na cidade de Nova Santa Rita/RS. A temática foi baseada no conflito entre Ucrânia e Rússia, tendo as forças russas invadido e se estabelecido em território ucraniano. Portanto, havia dois grandes exércitos, com grande contingente cada um. Aliado da Ucrânia, os Estados Unidos enviaram o JSOC – Joint Special Operations Command – e a CIA – Central Intelligence Agency – para fazer reconhecimento do conflito, podendo, inclusive, combater a força invasora.


A força ucraniana foi pega de surpresa com a invasão russa, contando somente com a infantaria local, mas com a vantagem de conhecer o terreno. Do outro lado, a Rússia possuía, fora a presença dos Spetsnaz, veículos blindados com metralhadora de alto calibre, que faziam a ronda nas proximidades da base, seguida de um pelotão da infantaria que marchava a pé.

O início da operação

O JSOC (OSOK) foi incumbido de localizar e fazer o reconhecimento da base Russa, fotografando o local e pontos específicos da base, tais como materiais bélicos, estruturas de comando, hospitais de campo e a bandeira russa, com a finalidade de produzir provas para ONU sobre o ocorrido.

O squad era composto por quatro integrantes, sendo três com a função de assalto e um equipado com uma luneta para patrulha do terreno, também conhecido como DMR – Designated Marksman Rifle. Iniciou-se o deslocamento, juntamente com os integrantes da CIA, a partir da base da Ucrânia, haja vista a relação diplomática entre as forças.

O objeto imediato era o domínio do Posto de Controle 01, antigo na região, mas proporcionava vantagem estratégica para o objetivo mediato: o reconhecimento das tropas russas. O Posto de Controle 01, como era chamado, ficava cerca de meio quilômetro da base ucraniana, fator que obrigou o acelerar da marcha, pois as tropas russas já estavam se estabelecendo em outros Postos de Controle próximo dali.

O soldado equipado com uma luneta observava a poeira levantada pelos blindados russos a uma distância de quase um quilômetro. Assim, o grupamento JSOC deslocou ponto a ponto, buscando o máximo de cobertura, considerando estarem em uma região de campo aberto e na iminência de perderem o Posto de Controle.

Ao chegarem lá, juntamente com integrantes da CIA, o JSOC se deparou com dois soldados russos que estavam escondidos no local. Um integrante do JSOC foi atingido de raspão no ombro pela emboscada russa, que foi rapidamente reprimida e eliminando um dos russos. O outro soldado inimigo embrenhou-se na mata, estabelecendo uma troca de tiros entre os soldados aliados e o russo.

Após ser realizado os primeiros socorros no soldado atingido de raspão no ombro, o JSOC decide deixar o Posto de Controle 01 e ir em direção a base russa.

Escolha suas batalhas

Este título da história condiz com os momentos ocorridos entre o Posto de Controle 01 até a base russa. Ao deixarem o Posto de Controle sob os cuidados da CIA, o JSOC teve de fazer o mais arriscado em sua missão: adentrar as linhas inimigas.

Ao ser percorrido cerca de duzentos metros, o squad encontrou um grupo de arbustos que cercavam uma clareira pequena. Um perfeito local para reunir e analisar qual o próximo passo a ser tomado. Entretanto, estes arbustos estavam ao lado de uma via a qual veículos russos passavam para patrulhar as proximidades da base.

Não demorou muito para que soldados inimigos ficassem próximos ao JSOC, mas sem perceberem a presença das forças americanas dentro dos arbustos. Com absoluto silêncio e pistolas apontadas para os inimigos desatentos, esperou-se até que eles se afastassem. Não valeria a pena sacrificar o elemento surpresa por causa de três soldados russos.

Mesmo que os três inimigos fossem inevitavelmente abatidos, a cobertura dos arbustos não iria ser suficiente para as rajadas da metralhadora do blindado e dos tiros dos soldados que a seguiam.

Os longos minutos de incerteza, entre o apertar do gatilho da pistola ou deixar à sorte que o soldado inimigo não se aproximasse, aprimoraram o senso de julgamento em combate.

Na mente dos quatro JSOC veio a seguinte frase: “escolha suas batalhas”.

Os três soldados russos estavam aguardando a chegada de um blindado, que ao passar na via, incorporaram as duas filas indianas que seguiam o veículo. Assim que o último soldado da fila se distanciou cerca de 20 metros dos arbustos, os quatro soldados da JSOC cruzaram a via sem que fossem percebidos.

Vencida a linha dos blindados, restava ainda passar pela infantaria dispersa entre a base e a linha de blindados. Mesmo que estivessem com o elemento surpresa e andassem pelas sombras, os inimigos estavam dispostos pelo terreno de modo furtivo.

Ao analisar o mapa, o comandante da equipe optou por deslocar o grupamento até uma estrada, pois iriam adentrar na mata ao lado da via, podendo assim minimizar os riscos da missão. Tudo estava indo bem no deslocamento até que o batedor avistou dois russos que perceberam a movimentação do JSOC nos arbustos, mas não sabiam ainda que eram as forças americanas.

Duas opções estavam sobre a mesa: abater os dois inimigos através de uma emboscada ou despistá-los.

Em rápida decisão conjunta, optou-se por despistá-los. Cuidando cada lanço, o grupamento JSOC se distanciou o bastante para conseguir fazer com que os russos os perdessem de vista, ficando na dúvida sobre o que realmente viram. Assim, o alarme não foi soado e o elemento surpresa ainda estava nas mãos dos americanos.

Ao chegarem na estrada, embrenharam-se na mata ao lado, percorrendo o meio quilômetro restante até a base russa. Por ser um terreno alagado e de mata densa, nenhum inimigo estava à espreita.

Ocorreu mais um imprevisto. Um lago, coberto de algas, parecia ser um tapete de grama no mapa. Este lago ficava ao lado da base russa. A solução era voltar para estrada e chegar ao lado oposto, que levaria os soldados do JSOC a frente da base russa, local de grande circulação inimiga. A cada aproximação um imprevisto dificultava o cumprimento do objetivo.

A base russa

O atravessar da estrada e chegada à frente da base russa demorou longo tempo, pois cada passo equivocado poderia custar a vida dos quatro soldados e a missão falhar. Aproximaram-se ao máximo do acampamento russo, mas não o suficiente para a câmera fotografar com precisão os objetivos.

Não havia como se aproximar mais, sob pena de comprometer a missão.

Foi então que o improviso foi feito. A luneta foi usada para aproximar a visão da câmera. As fotografias foram tiradas e a missão foi cumprida.

O que ficou de lição foi o controle da tensão, dos movimentos e do pensar sob pressão. O JSOC não eliminou nenhum russo. As forças ucranianas sofreram grandes baixas. Entretanto, as fotografias foram o elemento necessário para que fosse dada uma reviravolta em um combate noturno, que será relatado nos próximo artigo.

Fiquem ligados e até breve.

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